Ryan Narrando:
Perdi a conta de quantos sinais de trânsito ultrapassei, quantas idosos quase atropelei e quantos soluços escutei de Amanda.
Ela tentava ao máximo se controlar, mas sei que em um momento como esse o otimismo nunca é o forte das pessoas.
Optei pelo silêncio, já que minhas palavras de conforto não seriam úteis , em pouco tempo, já havíamos chego a casa dos Simpsons.
- Quer que eu entre com você?
- Não, obrigada. Acho melhor eu ir sozinha, é uma situação delicada e não iria pegar bem os Simpsons nos verem entrando juntos.
- Ok. Seja forte.- Beijei sua bochecha e antes de abrir a porta do carro , ela disse:
- Ryan, obrigada por tudo! Você tem sido essencial para mim , não ousou durante essa semana me deixar sozinha, obrigada. - Ela se aproximou um pouco mais , seus olhos contemplavam os meus e inesperadamente, seus lábios encostaram no meu , ela se afastou abriu a porta e foi embora.
Alli Narrando:
Assim que a campainha tocou, corri para a porta e ao abri-la , desabei.
- Amiga, acabamos de receber a localização do hospital em que Cody foi encaminhado.
Lágrimas formavam em nossos olhos, ela olhou ao redor e disse:
- O Tom, vai ficar com quem?
Senti dois braços envolvendo minha cintura.
- Josh, liguei para ele e contei o que aconteceu e ele se dispôs a ficar.- Virei meu rosto e dei-lhe um selinho. - Obrigada amor, sei que queria ir conosco.
- Vamos gente, eu quero logo chegar aquele hospital e ver o meu menino. Ah, Meu Deus, Cody!- Minha mãe abriu a porta, todos saímos e entramos no carro.
(........ Chegando ao hospital.............)
- Cody está na UTI. - Informou papai.
Andamos os quatros apressados em direção ao elevador, médicos , pacientes de emergência e enfermeiros, circulavam por nós, o que estava me deixando cada vez mais nervosa.
Ao chegarmos ao terceiro andar, um médico nos parou e informou o estado de Cody.
- O paciente, sofreu um acidente grave.Acho melhor se sentarem.
- Ai Meu Deus, meu filho. - O médico nos apontou quatros cadeiras dispostas em frente aos banheiros.- Diga Doutor, o que aconteceu com meu filho.
Meus pais entrelaçaram as mãos , eu me agarrei ao braço de Amanda e o médico disse:
-O paciente perdeu 30% de sangue do corpo, quebrou o braço direito, sofreu fraturas nas costelas e estava desidratado, o que agravou o seu quadro. Ele estava inconsciente ao chegar no hospital, portanto caso ele acordar, evitem falar coisas que o emocionem muito, caso contrário ele poderá entrar em coma.
- Deus, Cody, o que você fez?- Minha mãe ficou abalada , não parava de chorar. - Brad, eu quero ver meu filho. Me levem até ele.
- Senhora, se controle. Nesse estado eu não poderei autoriza-lá a vê-lo. Vou pedir que tragam um copo d'água. Se as senhoritas estiverem preparadas emocionalmente para vê-lo, queiram me acompanhar.
Amanda Narrando:
Entrei de mãos dadas com Alli, nós duas tremíamos de nervosismo e quando o médico abriu a porta, tivemos que nos controlar muito.
Alli foi em direção a cama, passou as mãos no cabelo dele, disse algumas palavras em seu ouvido, beijou sua testa e eu simplesmente, não conseguia me mover.
Era horrível vê-lo daquele jeito, seu braço direito estava com uma tala, seu rosto com alguns hematomas e pequenos cortes, seu peito, estruturalmente malhado e definido, estava envolto com faixas e mais faixas, uma bolsa de soro e outra de sangue estavam ao seu lado, ele precisava de um aparelho para poder respirar.
Eu cogitei a possibilidade de precisar de um aparelho daqueles, o ar estava começando a me faltar, minha visão começava a ficar embaçada , devido as lágrimas que insistiam em querer cair, mas tentei me conter.
Levantei a cabeça e Alli saiu de perto de Cody e indo em direção a porta , disse:
- E-E-Euuuu.... preciso, m-me retirar. - Lá se foi ela, inconsolável e muito abatida.
Queria me aproximar dele, mas minhas pernas pareciam pesar 30 kg, meu corpo estava totalmente dormente.
Tomei coragem e me aproximei.
Puxei uma cadeira e me sentei ao lado da cama.
- O-Olá, australiano. Que susto você nos fez passar.- Acariciei seu cabelo.- Por que você desapareceu? Sua família ficou preocupada. Sei que tenho uma parcela de culpa nisso tudo. Você não sabe como fiquei desesperada quando Alli me disse que estava desaparecido e que tinha sofrido um acidente.- Fitei- o por inteiro, me sentindo muito culpada.
- Olha, eu só queria que você soubesse que ....- olhei seu rosto, todos machucado, beijei cada uma de suas feridas e hematomas, por fim, cheguei perto de sua orelha - Eu sou louca por você, loiro e esse nosso amor, talvez tenha tido um enfim, mas será eterno em nossos corações.- Encostei minha cabeça em seu ombro e todas as lembranças vieram a tona: O dia em que cheguei a L.A, quando nos beijamos, quando nos encontrávamos na praia, o ciúmes que ele tinha de Cambo...
O médico entrou e disse, me tirando de minhas lembranças:
- Seu tempo já se esgotou.
Levantei-me, mas algo me impediu de seguir em frente.
- Amanda....- Algo quase inaudível, olhei para ele e pude perceber que os cantos de seu lábio se esforçava para abrir um sorriso, seu braço esquerdo, com muito custo estava esticado para mim.
Segurei sua mão, a beijei e disse:
- Não me assuste mais, loiro.- Caminhei em direção ao médico e Angie e Brad entraram.
Angie segurou em meu braço.
- Obrigada.
Segui em frente e deixei os três a sós.
Alli estava no corredor.
- E aí?
- Ele acordou, Alli!- O sorriso que tomou conta do rosto de Alli foi contagiante.
- Eu preciso vê-lo novamente, vou pedir para o doutor. Volto já.
- Não tudo bem, pode ir. Acho que vou ali na capela.
Alli saiu radiante, enquanto eu me direcionava a capela , agradecer.
- Muito obrigada , Meu Deus e pai e......
( 2 dias depois.................)
Dormi no hospital e no dia seguinte , a galera já estava lá.
Cody tinha acordado, mas não estava 100%, digamos que 65%.
Seus movimentos ainda eram muito limitados e a fala também, a dor era muito forte e o esforço só ajudava a piorar, ele ainda estava desidratado e os níveis de sangue aumentaram um pouco e a alimentação estava sendo feita por meio de um tubo .
Só o tinha visto no primeiro dia e por mais que quisesse vê-lo novamente, eu e os Simpsons sabíamos que não seria uma boa opção, já que a penúltima vez que nos vimos foi desastroso, digamos assim.
E a mulher que me ligou, passou os dois dias no hospital conosco, apoiando os Simpsons e ajudando a reintegrar o momento do acidente.
Parece que o motorista do caminhão estava um pouco acima da velocidade, mas Cody acabou dirigindo na mesma via que o motorista e sofreu o acidente.
Bem, nada ainda tinha sido esclarecido, Cody ainda não tinha recuperado a memória do momento do acidente , então esperávamos o momento certo para começar a fazer perguntas.
Meu celular começou a tocar:
~LIGAÇÃO ON ~
- Oi, mãe!
- Filha, estamos chegando ao hospital.
- Faltam 15 minutos!- Gritou meu pai ao volante.
- Como Cody está?
- Ah, a mesma coisa. Se esforçando para voltar a ativa, mas ele ainda está muito frágil e desidratado, tanto que perdeu 3kg.
- E como estão Brad e Angie, abalados?
- O Brad, até que está sendo bastante forte, consolando a Angie e tudo mais, fazendo o papel de homem da casa,mas está visivelmente preocupado e aflito. Já a Angie... quase tiveram que interná-la, mas parece que aos poucos ela está sabendo lidar melhor com a situação, é...
- É, Cody deu um susto em todos! Filha, você deve estar cansada, olha assim que eu desligar quero que vá descansar, sei que Angie e Brad , precisam de apoio e tudo , mas eles não querem que você os apoie não dormindo direito, não conseguindo se alimentar. Você também precisa se cuidar.
- Tá mãe.Bença.
- Deus te abençoe.
- Amém. Te Amo!
- Eu também te amo, bons sonhos minha menininha.
~Ligação OFF ~
Fiz exatamente o que minha mãe disse, me endireitei no sofá da sala de espera e cai no sono.
Cody Narrando:
Sentia-me como se tivesse acabado de ser nocauteado por um lutador de MMA, todo meu corpo doía , minha cabeça pesava e parecia que eu abrigava um furacão dentro dela.
Não entendia o motivo de minha mãe chorar tanto quando me via, eu estava ali , não estava?
Estava bem, só um pouco digamos,hum, fudido, mas eu estava vivo!
E mesmo naquele estado crítico eu só queria saber sobre ELA!
Sua voz ainda ressoava em minha cabeça, apesar dos constantes barulhos irritantes que minha cabeça fazia.
Eu queria poder levantar daquela cama de hospital e ir atrás dela.
É, era ridículo, mas não conseguia esquecer o que ela tinha dito para mim, ela me amava!
- Hey brô, eu estou falando com você!- Dedos estalaram na minha frente, olhei para cima, era Jake.
Fiz um aceno com a cabeça.
- Ainda não podendo falar direito?
Fiz que sim com a cabeça.
- Toma.- Ele me entregou o seu Iphone.- Escreva por aqui.
Peguei o celular e comecei a digitar:
'' Cara, eu sou um idiota.''
- É, o que você fez foi beeem estúpido, mas maneiro, desaparecer e dirigir pelo estado da Califórnia. Cara, você podia ter falado comigo ou com Josh.
''Eu achei que podia lidar com isso sozinho. ''
- Não cara, independente do que for, conta com a gente. Somos seus parceiros, amigos. Principalmente quando o assunto for mulher e quando a mulher for a Amanda.- Comecei a digitar, mas ele cobriu meus dedos .- Sim, Alli já me contou.
'' Tipo, eu sei lá, continuo pensando nela, mesmo na pior. E quando estava acordando ela veio me visitar, cara, ela disse que NOSSO AMOR, talvez tinha tido um fim, mas será eterno para ela. Cara, ela já me amou!``
Jake abriu um sorriso e eu retribui.
- Brô, vocês se amam! Vocês já brigaram, já fizeram as pazes. Para o amor sempre há uma solução, uma luz no final do túnel. Quando você se recuperar, vocês se acertam. Agora foca em melhorar, ok?
O médico apareceu, sinalizou que o tempo já tinha acabado.
Devolvi o celular para Jake e ele deu um tapinha em meu ombro.
- Você vai sair dessa.
(............... 1 semana depois...............)
Estava me sentindo muito motivado nos últimos sete dias, minha recuperação surpreendeu os médicos, meu corpo doía menos, minha cabeça estava um Oásis , os machucados de meu rosto já estavam cicatrizando e eu já conseguia comer sem ajuda daquele tubo de me#!@.
Amanda não tinha ido me visitar desde o primeiro dia em que fui internado.
O que começou a me instigar, será que eu sonhei com aquilo?
Amanda Narrando:
Cody estava se recuperando tão rápido , que surpreendeu a todos.
Angie e Brad, concordaram que ele estando estabilizado eu poderia visita-lo.
Eu ainda sentia que não deveria visita-lo.
Mesmo assim, todas as noites, depois da enfermeira medica-lo eu ia visita-lo.
Vê-lo dormir me dava uma paz, uma tranquilidade , podia mexer em seu cabelo sem que ele acordasse, beijar suas feridas já cicatrizadas, fazer carinho em seu braço e ele apenas dormia.
Queria que ele soubesse que eu estava ali, que não o abandonaria, mas eu sei que acabaríamos ``lavando roupa suja``um do outro.
Minha mãe e Angie, estavam preocupadas comigo, já que eu quase não comia e madrugava apenas observando Cody.
Numa dessas visitas noturnas, eu acabei adormecendo no sofá-cama, Cody estava medicado,dopado, não teria risco dele acordar.
Ryan Narrando:
Recebi uma mensagem da Dona Carol ( mãe da Amanda), ela me pedia para que falasse com Amanda, convence-lá de que ela precisava voltar para casa e se cuidar.
Do que adiantaria ela internada ?
Não pensei duas vezes, peguei o carro e fui dirigindo até o hospital, não adiantaria nada ligar para ela.
Chegando no hospital, as poltronas estavam todas ocupadas por pessoas dormindo, procurei por Amanda , mas não a encontrei.
Pedi informação para uma enfermeira de plantão, ela me disse que Amanda tinha ido visitar Cody, no quarto 143.
Fui até lá.
Abri a porta , Cody estava imóvel, alguns aparelhos conectados a ele, bolsa de soro e encostada na parede, estava ela.
Andei na ponta dos pés, cheguei perto de Amanda e cochichei em seu ouvido:
- Ei, desobediente, acorda! Vou te levar para casa!- Ela nem se moveu, devia estar muito cansada, cutuquei-a , fiz cócegas e nada!
Dez minutos depois , ela ainda não havia acordado, pensei em carrega-la, mas algo me impediu.
- Quem é você?- disse uma voz, próxima a mim.
``Droga, droga, droga. Ele acordou. O que faço?``
- Sou um enfermeiro.A senhorita ao meu lado, tem pressão baixa e acabou , hum, desmaiando. Desculpe senhor, por tê- lo acordado.
Carreguei Amanda e saí dali, foi por pouco.
E ela acordou.
- Ryan?
- Sim.
- O que está fazendo, por que eu não estou vendo Cody?
- Digamos, que é hora de ir para casa.
- Mas...
- Sua mãe e a mãe de Cody, acham que você precisa se cuidar.
Ela não disse mais nada, apenas voltou a dormir em meus braços.

AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII GENTE CONTINUAAAAA HAHAHA TA PERFEITO //_SIMPSOPNIOZERSBR
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