sábado, 28 de dezembro de 2013

Capítulo 43




Ryan estava dirigindo e eu apenas observava a paisagem, com a janela aberta, inspirando profundamente e sentido aquele aroma de grama úmida.
Fechei os olhos afim de poder escutar melhor o som dos pneus do carro passando pela estrada, os pássaros cantando e alguém gritando.
Espera, esse alguém era Ryan e ele me olhava horrorizado.
De repente uma dor de cabeça latejante invadiu-me e Ryan não era mais Ryan, ele era Cody.
Cody estava ao volante sangrando, horrorizado, chorando e murmurando a cada intervalo de soluços '' Eu te amo''.
Estava chocada demais para me mexer e foi aí que comecei a gritar e o ar a me faltar.
Senti as mãos de Cody em meu ombro e ele dizia:
- Acorda, acorda! Amanda, foi só um pesadelo.
Abri os olhos e ali etsva ele, Ryan, com seu olhar preocupado e apreensivo me analisando.
Olhei ao redor, não estava mais na UTI, nem meu quarto e muito menos na casa dos Simpsons.
- Aonde estou?
-Bem, você está no meu quarto.
- Por quê?- Olhei para o meu corpo embaixo do lençóis, ufa, estava vestida.
- Achei que seria melhor traze-lá para cá, quer dizer , ficar na sua casa só lhe faria lembrar de tudo.
Abracei meus joelhos e disse:
-Sua mãe, está suspeitando de alguma coisa?
Ele apenas me olhou e começou  a rir.
- O que foi?
- Você pode estar delirando em febre e mesmo assim ainda se preocupa com o que minha mãe vai pensar em tê-la trago aqui.- Ele deu um tapinha em meu joelho e continuou: - Fique tranquila , meus pais viajaram.
Ficamos em silêncio, eu encarando o teto e ele a parede, e por fim eu disse:
- Estou com fome.
- Eu também, vou preparar o café da manhã para nós dois. Já volto.
- Mas Ryan.... - Lá se foi ele. - Não precisa se incomodar....
Meus olhos começaram a percorrer por todo o seu quarto e de relance vi duas portas: uma deveria ser do banheiro e outra uma pequena, mas simpática e aconchegante, sala de gravação.
Alguns poucos minutos depois Ryan voltou com uma bandeja e nela estava um farto e delicioso café da manhã.
- Você só pode estar brincando comigo!- Exclamei. - Você preparou tudo isso sozinho?
- Bem, você está precisando se alimentar melhor , porque aquela comida de hospital não sustenta ninguém. E sim, sou muito bom cozinheiro, senhorita sabe-tudo! 
- Anw, obrigada. - Coloquei os braços em minha cintura. - Ei, eu não sei de tudo, só fiquei surpresa de você saber fazer isso tudo.Aliás, melhor eu atacar esse waffles , antes que esfrie.
Na bandeja havia dois copos de suco de laranja, waffles, iogurte, um pote de salada de frutas e gelatina.
Ryan ergueu o seu copo e disse:
- Um brinde , por estarmos vivos !
- Tim Tim.


Cody Narrando:

Estava me esforçando muito para conseguir me recuperar e finalmente ir para casa, mas como se tudo o que me fazia dar um passo para trás era aquela possível miragem com a Amanda?
Minha memória ainda estava abalada então como saber se ela tinha ido realmente me visitar e dito aquilo tudo?
E ainda tinha a noite do acidente e por mais esforço que fizesse, eu não me lembrava de nada!
Isso  era frustrante!
Quando perguntei a Alli se Amanda esteve na UTI, ela mudava de assunto, ninguém me respondia e a resposta era tão simples: Sim ou Não.
Mas eles achavam que se me respondessem talvez eu tivesse uma recaída, como se eu algum dia fosse entrar em depressão, até parece.
Estava absorto em meus pensamentos , quando minha mãe abriu a porta.
- Bom Dia!- Ela caminhou em minha direção e beijou minha testa.- Como vai meu anjinho? Seu corpo ainda dói muito e a cabeça?
Ela fez um carinho em meu cabelo e eu disse:
- Mãe, eu sofri um acidente, fui internado, mas não sou um bebê!
- Cody Robert Simpson, enquanto morar na minha casa e não for casado, você continuará sendo o meu bebê. 
- E sim, ainda sinto dores, mas com menos intensidade do que antes. A cabeça já parou de latejar , mas o pior de tudo já passou, não é?
- Tem razão querido, o médico disse que pode te dar alta daqui a uma semana, caso você continue a se recuperar desse jeito.
- Ok. Conseguiu falar com Matt?
- Sim, inclusive ele veio visita-lo, mas você estava dormindo. Ele suspendeu os shows e quando estiver 100% recuperado vocês remarcam as datas. 
Fiz que sim com a cabeça.
- Ouviu? 100% recuperado, não é 70, nem 98, é 100% !
- Ouvi, senhora Angie. Mais alguma recomendação, algum pedido, alguma advertência?
- Por enquanto não.
Minha mãe entregou-me uma revista de passatempos e ficou me observando, como se eu precisasse de cuidados a cada segundo que eu inspirava e expirava.
- Mãe?
- Sim?
- Quer parar de ficar me olhando assim? Não quer dizer que só porque estou aqui, não significa que vou ter uma recaída a qualquer instante.
- Desculpe é só que foi difícil te ver no primeiro dia naquele estado. - ênfase no, ``naquele``. - Tive uma idéia, vamos observar os formatos que as nuvens formam.
Ela foi em direção a janela, abriu totalmente a cortina e se deitou ao meu lado naquela cama horrivelmente dura de hospital.
- É como quando eu tinha acabado de dar a luz de Tom e você e Alli vieram me visitar. Eu estava cansada e um pouco pálida, Alli acariciava meus cabelos , enquanto você deitou ao meu lado e começou a cantar com a sua voz fina e depois você disse: ``Mamãe, você é maravilhosa e não fica com medo não, o papai disse que os machucados na sua barriga vão sarar. Ei, não chora, porque tem um bebezinho lá dentro que precisa de uma mamãe feliz.``
Uma lágrima caiu de seus olhos e acho que até eu fiquei um pouco emocionado.
- Filho, eu sei que estamos exagerando com tudo, mas você tem que entender que você estar aqui, acordado e conseguindo falar conosco, é um milagre. Você não tem idéia de como o acidente foi feio, seu carro...
- O meu carro?
- Estava destroçado, perda total, foi grave, mas Graças a Deus, você está aqui! Cody, não sei o que seria de mim sem você, seus amigos, suas fãs, Matt e.... Amanda.
- Desculpe, por tudo. Eu não tinha visto as coisas por esse lado.
Minha mãe balançou a cabeça e beijou minhas mãos.
- Então, eu vejo naquela nuvem um....

Ryan Narrando:

Estávamos na sala de estar, assistindo a um filme qualquer quando olhei para o lado e vi que os olhos de Amanda estavam marejados.
- Ei, o que foi?
- Ah Ryan, sei lá, essa última semana foi tudo tão inusitado e sabe, tem o Cody. Não me conformo em saber que agora ele deve estar naquela cama de hospital, com partes do corpo quebradas, com shows para remarcar. Sabe, talvez ele esteja ali por minha culpa e Meu Deus, isso é tãoooo horrível!
- Amanda, por favor, talvez ele queria sair um pouco de L.A não só por você, mas por problemas pessoais. Mas tenha certeza de uma coisa, você não deve se culpar!
Ela ainda estava cabisbaixa e resolvi anima-lá. 
- Que tal um sorvete?
- Tanto faz.
- Tem uma sorveteria há 20 minutos daqui, vamos?
- Pode ser.
Peguei minha carteira e fomos andando.
- Ryan, eu... - Ela cobriu o rosto com as mãos. - Nem sei como te falar isso.
-Fala, o máximo que pode acontecer é eu rir de você.
- Hahá. 
- Ok. Fala.
- Quando você foi me deixar na casa dos Simpson, antes do acidente, eu , sabe foi um impulso e...
- É isso? Você estava com vergonha de dizer que só me deu um selinho por impulso? Amanda, eu entendo, foi a primeira forma de agradecimento que veio em sua cabeça. Fica tranquila, somos amigos e isso não vai estragar ou afetar alguma coisa entre nossa amizade.
- Ai Ryan, falando assim você me faz sentir menos culpada.
- Ih garota, você é muito confusa. - começamos a rir da situação.- Você está precisando MUITO de um sorvete.
Comecei a correr e gritei:
- Você não vem?
- Já te alcanço.
Ela prendeu o cabelo e veio em disparada em minha direção, dei uma acelerada  porque naquele ritmo ela me ultrapassaria.
E lá fomos os dois , em disparada para a sorveteria.


Jake Narrando:

De todas as meninas que Cody tinha se interessado e ficado , Amanda foi a primeira que realmente  conquistou seu coração e agora ele está completamente amarrado naquela garota.
Não que eu não gostasse dela, eu adorava aquela garota e era grato por todos os dias a mãe dela me dar carona para a escola e por ter despertado um Cody que quer assumir compromissos sérios.
Cody faz sucesso entre as meninas e isso é inevitável, antes de Amanda ele ficava com várias em algumas festa da galera, hoje ele é uma pessoa mais tranquila, ainda mais respeitador ... enfim, ele mudou para melhor (não que antes ele não fosse, mas faltava algo nele e ela o completou).
Depois que ela deixou claro que não queria ter nada mais com ele , o cara ficou muito abalado, ele gostava muito dela, era mais que uma paixão adolescente.
E agora com ele internado e tendo em conta, ouvido aquelas palavras de Amanda, o cara ficou muito confuso.
Todos tentam driblar esse assunto quando Cody toca nele, mas aconteceu e sabemos que não seria bom ele rever Amanda.
Enfim, eu tento ajudar, mas está difícil e ainda tenho algumas pendências com Mad, nosso namoro está na corda bamba e sabe, está difícil.
Agora todos estão focados na recuperação do Cody, qualquer situação muito sentimental agora, pode ser crítica.

Kylie Narrando:

Estava lendo uma revista de fofocas qualquer, folheei a página seguinte e levei um susto ao ver :
``Cody Simpson, sofreu um sério acidente de carro....``
Devorei aquela página com meus olhos mais impacientes possíveis, não pode ser.
Liguei para vários contatos afim de descobrir em qual hospital ele estava , peguei as chaves do carro e parti.
Cheguei não muito depois de 40 minutos, fui até a ala hospitalar, informei que era uma amiga da família, por sorte os Simpsons não estavam por alí.
Avistei o quarto 143 e entrei.
Ele estava dormindo, cheio de cicatrizes pelo corpo, braço com tala, soro... enfim, não o imaginava daquela forma.
Cheguei mais perto, até ficar a uma distância considerável de 2 metros.
Cheguei ainda mais perto, passei a mão em seus cabelos, enquanto a outra estava em seu ombro, fazendo círculos .
- Cody...- Lágrimas escorreram em meu rosto. - Eu fui tão estúpida com você esse tempo todo, porque eu realmente gosto de você.
Seus olhos começaram a se abrir.
-Amanda? - A raiva tomou conta de mim, mas me controlei. 
- Não querido, sou eu Kylie.
- O que está fazendo aqui?
- Vim te ver, porque me importo.
- Você falando assim... Foi você?
- Eu?
- Assim que fui internado, alguém veio ao meu quarto, se desculpou e se declarou, dizendo que me amava. Pensei que fosse Amanda, mas você falando assim e te vendo me faz relembrar aquela voz.
Como assim, ela disse que o amava?  Se ele saísse daquele quarto, evidentemente se encontrariam , se desculpariam e reatariam o romance deles. 
Não! Aquilo não poderia acontecer, eu conheci cody primeiro e se ele não a tivesse conhecido hoje estaríamos juntos, namorando e ele não estaria ali, internado.
- Sim, fui eu. Não voltei mais, porque senti vergonha de te encontrar acordado e ter que te olhar nos olhos. Você estava tão desorientado, deve ter sonhado que fosse Amanda, mas fui eu.
- Você, me ama?
- Isso muda tudo, não é?
Estava feito.


Ei, gente, como estão? Feliz Natal atrasado e Feliz Ano Novo, adiantado. Bem, sei que demorei um longo tempo para postar esse capítulo, mas esse mês foi bem movimentado eu acabei tendo muitos ensaios no teatro e depois teve a apresentação, ainda tinha as provas no curso de Inglês e eu ainda tive campeonato do vôlei. Só nessa semana que eu consegui colocar os pés para cima e relaxar, enfim, pelo menos postei. O que acharam do capítulo? Kylie sempre aprontando e agora, o que vem por aí? Ryan com Amanda, namoro, amizade????? E agora? Quero muitos comentários, pois tenho sentido falta deles e isso me motiva ainda mais para postar. XoXo! 




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Capítulo 42





Ryan Narrando:

Perdi a conta de quantos sinais de trânsito ultrapassei, quantas idosos quase atropelei e quantos soluços escutei de Amanda.
Ela tentava ao máximo se controlar, mas sei que em um momento como esse o otimismo nunca é o forte das pessoas.
Optei pelo silêncio, já que minhas palavras de conforto não seriam úteis , em pouco tempo, já havíamos chego a casa dos Simpsons.
- Quer que eu entre com você?
- Não, obrigada. Acho melhor eu ir sozinha, é uma situação delicada e não iria pegar bem os Simpsons nos verem entrando juntos.
- Ok. Seja forte.- Beijei sua bochecha e antes de abrir a porta do carro , ela disse:
- Ryan, obrigada por tudo! Você tem sido essencial para mim , não ousou durante essa semana me deixar sozinha, obrigada. - Ela se aproximou um pouco mais , seus olhos contemplavam os meus e inesperadamente, seus lábios encostaram no meu , ela se afastou abriu a porta e foi embora.

Alli Narrando:

Assim que a campainha tocou, corri para a porta e ao abri-la , desabei.
- Amiga, acabamos de receber a localização do hospital em que Cody foi encaminhado.
Lágrimas formavam em nossos olhos, ela olhou ao redor e disse:
- O Tom, vai ficar com quem?
Senti dois braços envolvendo minha cintura.
- Josh, liguei para ele e contei o que aconteceu e ele se dispôs a ficar.- Virei meu rosto e dei-lhe um selinho. - Obrigada amor, sei que queria ir conosco.
- Vamos gente, eu quero logo chegar aquele hospital e ver o meu menino. Ah, Meu Deus, Cody!- Minha mãe abriu a porta, todos saímos e entramos no carro.
     (........ Chegando ao hospital.............)

- Cody está na UTI. - Informou papai.
Andamos os quatros apressados em direção ao elevador, médicos , pacientes de emergência e enfermeiros, circulavam por nós, o que estava me deixando cada vez mais nervosa.
Ao chegarmos ao terceiro andar, um médico nos parou e informou o estado de Cody.
- O paciente, sofreu um acidente grave.Acho melhor se sentarem.
- Ai Meu Deus, meu filho. - O médico nos apontou quatros cadeiras dispostas em frente aos banheiros.- Diga Doutor, o que aconteceu com meu filho.
Meus pais entrelaçaram as mãos , eu me agarrei ao braço de Amanda e o médico disse:
-O paciente perdeu 30% de sangue do corpo, quebrou o braço direito, sofreu fraturas nas costelas e estava desidratado, o que agravou o seu quadro. Ele estava inconsciente ao chegar no hospital, portanto caso ele acordar, evitem falar coisas que o emocionem muito, caso contrário ele poderá entrar em coma.
- Deus, Cody, o que você fez?- Minha mãe ficou abalada , não parava de chorar. - Brad, eu quero ver meu filho. Me levem até ele.
- Senhora, se controle. Nesse estado eu não poderei autoriza-lá a vê-lo. Vou pedir que tragam um copo d'água. Se as senhoritas estiverem preparadas emocionalmente para vê-lo, queiram me acompanhar.

Amanda Narrando:

Entrei de mãos dadas com Alli, nós duas tremíamos de nervosismo e quando o médico abriu a porta, tivemos que nos controlar muito.
Alli foi em direção a cama, passou as mãos no cabelo dele, disse algumas palavras em seu ouvido, beijou sua testa e eu simplesmente, não conseguia me mover.
Era horrível vê-lo daquele jeito, seu braço direito estava com uma tala, seu rosto com alguns hematomas e pequenos cortes, seu peito, estruturalmente malhado e definido, estava envolto com faixas e mais faixas, uma bolsa de soro e outra de sangue estavam ao seu lado, ele precisava de um aparelho para poder respirar.
Eu cogitei a possibilidade de precisar de um aparelho daqueles, o ar estava começando a me faltar, minha visão começava a ficar embaçada , devido as lágrimas que insistiam em querer cair, mas tentei me conter.
Levantei a cabeça e Alli  saiu de perto de Cody e indo em direção a porta , disse:
- E-E-Euuuu.... preciso, m-me retirar. - Lá se foi ela, inconsolável e muito abatida.
Queria me aproximar dele, mas minhas pernas pareciam pesar 30 kg, meu corpo estava totalmente dormente.
Tomei coragem e me aproximei.
Puxei uma cadeira e me sentei ao lado da cama.
- O-Olá, australiano. Que susto você nos fez passar.- Acariciei seu cabelo.- Por que você desapareceu? Sua família ficou preocupada. Sei que tenho uma parcela de culpa  nisso tudo. Você não sabe como fiquei desesperada quando Alli me disse que estava desaparecido e que tinha sofrido um acidente.- Fitei- o por inteiro, me sentindo muito culpada.
- Olha, eu só queria que você soubesse que ....- olhei seu rosto, todos machucado, beijei cada uma de suas feridas e hematomas, por fim, cheguei perto de sua orelha - Eu sou louca por você, loiro e esse nosso amor, talvez tenha tido um enfim, mas será eterno em nossos corações.- Encostei minha cabeça em seu ombro e todas as lembranças vieram a tona: O dia em que cheguei a L.A, quando nos beijamos, quando nos encontrávamos na praia, o ciúmes que ele tinha de Cambo...
O médico entrou e disse, me tirando de minhas lembranças:
- Seu tempo já se esgotou.
Levantei-me, mas algo me impediu de seguir em frente.
- Amanda....- Algo quase inaudível, olhei para ele e pude perceber que os cantos de seu lábio se esforçava para abrir um sorriso, seu braço esquerdo, com muito custo estava esticado para mim.
Segurei sua mão, a beijei e disse:
- Não me assuste mais, loiro.- Caminhei em direção ao médico e Angie e Brad entraram.
Angie segurou em meu braço.
- Obrigada.
Segui em frente e deixei os três a sós.
Alli estava no corredor.
- E aí?
- Ele acordou, Alli!- O sorriso que tomou conta do rosto de Alli foi contagiante.
- Eu preciso vê-lo novamente, vou pedir para o doutor. Volto já.
- Não tudo bem, pode ir. Acho que vou ali na capela.
Alli saiu radiante, enquanto eu me direcionava a capela , agradecer.
 - Muito obrigada , Meu Deus e pai e......
       ( 2 dias depois.................)

Dormi no hospital e no dia seguinte , a galera já estava lá.
Cody tinha acordado, mas não estava 100%, digamos que 65%.
Seus movimentos ainda eram muito limitados e a fala também, a dor era muito forte e o esforço só ajudava a piorar, ele ainda estava desidratado e os níveis de sangue aumentaram um pouco e a alimentação estava sendo feita por meio de um tubo .
Só o tinha visto no primeiro dia e por mais que quisesse vê-lo novamente, eu e os Simpsons sabíamos que não seria uma boa opção, já que a penúltima vez que nos vimos foi desastroso, digamos assim.
E a mulher que me ligou, passou os dois dias no hospital conosco, apoiando os Simpsons e ajudando a reintegrar o momento do acidente.
Parece que o motorista do caminhão estava um pouco acima da velocidade, mas Cody acabou dirigindo na mesma via que o motorista e sofreu o acidente.
Bem, nada ainda tinha sido esclarecido, Cody ainda não tinha recuperado a memória do momento do acidente , então esperávamos o momento certo para começar a fazer perguntas.
Meu celular começou a tocar:

~LIGAÇÃO ON ~

- Oi, mãe!
- Filha, estamos chegando ao hospital.
- Faltam 15 minutos!- Gritou meu pai ao volante.
- Como Cody está?
- Ah, a mesma coisa. Se esforçando para voltar a ativa, mas ele ainda está muito frágil e desidratado, tanto que perdeu 3kg.
- E como estão Brad e Angie, abalados?
- O Brad, até que está sendo bastante forte, consolando a Angie e tudo mais, fazendo o papel de homem da casa,mas está visivelmente preocupado e aflito. Já a Angie... quase tiveram que interná-la, mas parece que aos poucos ela está sabendo lidar melhor com a situação, é...
- É, Cody deu um susto em todos! Filha, você deve estar cansada, olha assim que  eu desligar quero que vá descansar, sei que Angie e Brad , precisam de apoio e tudo , mas eles não querem que você os apoie não dormindo direito, não conseguindo se alimentar. Você também precisa se cuidar.
- Tá mãe.Bença.
- Deus te abençoe.
- Amém. Te Amo!
- Eu também te amo, bons sonhos minha menininha.

~Ligação OFF ~

Fiz exatamente o que minha mãe disse, me endireitei no sofá da sala de espera e cai no sono.


Cody Narrando:

Sentia-me como se tivesse acabado de ser nocauteado por um lutador de MMA, todo meu corpo doía , minha cabeça pesava e parecia que eu abrigava um furacão dentro dela.
Não entendia o motivo de minha mãe chorar tanto quando me via, eu estava ali , não estava?
Estava bem, só um pouco digamos,hum, fudido, mas eu estava vivo!
E mesmo naquele estado crítico eu só queria saber sobre ELA!
Sua voz ainda ressoava em minha cabeça, apesar dos constantes barulhos irritantes que minha cabeça fazia.
Eu queria poder levantar daquela cama de hospital e ir atrás dela.
É, era ridículo, mas não conseguia esquecer o que ela tinha dito para mim, ela me amava!
- Hey brô, eu estou falando com você!- Dedos estalaram na minha frente, olhei para cima, era Jake.
Fiz um aceno com a cabeça.
- Ainda não podendo falar direito?
Fiz que sim com a cabeça.
- Toma.- Ele me entregou o seu Iphone.- Escreva por aqui.
Peguei o celular e comecei a digitar:

'' Cara, eu sou um idiota.''

- É, o que você fez foi beeem estúpido, mas maneiro, desaparecer e dirigir pelo estado da Califórnia. Cara, você podia ter falado comigo ou com Josh.

''Eu achei que podia lidar com isso sozinho. ''

- Não cara, independente do que for, conta com a gente. Somos seus parceiros, amigos. Principalmente quando o assunto for mulher e quando a mulher for a Amanda.- Comecei a digitar, mas ele cobriu meus dedos .- Sim, Alli já me contou.

'' Tipo, eu sei lá, continuo pensando nela, mesmo na pior. E quando estava acordando ela veio me visitar, cara, ela disse  que NOSSO AMOR, talvez tinha tido um fim, mas será eterno para ela. Cara, ela já me amou!``

Jake abriu um sorriso e eu retribui.
- Brô, vocês se amam! Vocês já brigaram, já fizeram as pazes. Para o amor sempre há uma solução, uma luz no final do túnel. Quando você se recuperar, vocês se acertam. Agora foca em melhorar, ok?
O médico apareceu, sinalizou que o tempo já tinha acabado.
Devolvi o celular para Jake e ele deu um tapinha em meu ombro.
- Você vai sair dessa.

        (............... 1 semana depois...............)

Estava me sentindo muito motivado nos últimos sete dias, minha recuperação surpreendeu os médicos, meu corpo doía menos, minha cabeça estava um Oásis , os machucados de meu rosto já estavam cicatrizando e eu já conseguia comer sem ajuda daquele tubo de me#!@.
Amanda não tinha ido me visitar desde o primeiro dia em que fui internado.
O que começou a me instigar, será que eu sonhei com aquilo?


Amanda Narrando:

Cody estava se recuperando tão rápido , que surpreendeu a todos.
Angie e Brad, concordaram que ele estando estabilizado eu poderia visita-lo.
Eu ainda  sentia que não deveria visita-lo.
Mesmo assim, todas as noites, depois da enfermeira medica-lo eu ia visita-lo.
Vê-lo dormir me dava uma paz, uma tranquilidade , podia mexer em seu cabelo sem que ele acordasse, beijar suas feridas já cicatrizadas, fazer carinho em seu braço e ele apenas dormia.
Queria que ele soubesse que eu estava ali, que não o abandonaria, mas eu sei que acabaríamos ``lavando roupa suja``um do outro.
Minha mãe e Angie, estavam preocupadas comigo, já que eu quase não comia e madrugava apenas observando Cody.
Numa dessas visitas noturnas, eu acabei adormecendo no sofá-cama, Cody estava medicado,dopado, não teria risco dele acordar.

Ryan Narrando:

Recebi uma mensagem da Dona Carol ( mãe da Amanda), ela me pedia para que falasse com Amanda, convence-lá de que ela precisava voltar para casa e se cuidar.
Do que adiantaria ela internada ?
Não pensei duas vezes, peguei o carro e fui dirigindo até o hospital, não adiantaria nada ligar para ela.
Chegando no hospital, as poltronas estavam todas ocupadas por pessoas dormindo, procurei por Amanda , mas não a encontrei.
Pedi informação para uma enfermeira de plantão, ela me disse que Amanda tinha ido visitar Cody, no quarto 143.
Fui até lá.
Abri a porta , Cody estava imóvel, alguns aparelhos conectados a ele, bolsa de soro e encostada na parede, estava ela.
Andei na ponta dos pés, cheguei perto de Amanda e cochichei em seu ouvido:
- Ei, desobediente, acorda! Vou te levar para casa!- Ela nem se moveu, devia estar muito cansada, cutuquei-a , fiz cócegas e nada!
Dez minutos depois , ela ainda não havia acordado, pensei em carrega-la, mas algo me impediu.
- Quem é você?- disse uma voz, próxima a mim.
``Droga, droga, droga. Ele acordou. O que faço?``
- Sou um enfermeiro.A senhorita ao meu lado, tem pressão baixa e acabou , hum, desmaiando. Desculpe senhor, por tê- lo acordado.
Carreguei Amanda e saí dali, foi por pouco.
E ela acordou.
- Ryan?
- Sim. 
- O que está fazendo, por que eu não estou vendo Cody?
- Digamos, que é hora de ir para casa.
- Mas...
- Sua mãe e a mãe de Cody, acham que você precisa se cuidar.
Ela não disse mais nada, apenas voltou a dormir em meus braços.



Uhuuu, postado! Agora que já estou de férias (entrei ontem), vou postar mais rápido.Quero comentários e que coloquem o user de vocês no final. Obrigada. XoXo.







quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Capítulo 41




 Três dias tinham se passado e nada de Cody aparecer ou pelo menos, enviar uma mensagem dizendo que estava bem.
Todos em casa  estavam preocupados, já havíamos informado para a polícia local sobre o desaparecimento de Cody.
Meus pais e eu , concordamos de não contar a ninguém sobre o que estava acontecendo, não queríamos que ninguém se preocupasse e principalmente, chegasse aos ouvidos das revistas de fofocas.
Enquanto isso, nos esforçávamos ao máximos para tentar localizá-lo, mas parecia que ele não queria ser achado....


Cody NARRANDO:

Eu sabia o quanto minha família devia estar preocupada comigo, mas eu precisava me afastar de todos, pelo menos por um tempo.
Precisava daquele tempo para mim, até que todas as coisas pudessem ser resolvidas em minha cabeça.
Nesses três dias que haviam se passado, eu passei por cidades próximas a Los Angeles, sem ser seguido ou sem ser surpreendido por um paparazzi.
Cogitei  a possibilidade de passar minhas férias percorrendo os Estados Unidos de carro, mas eu ainda precisava dar uma explicação a minha família, pelo menos falar que eu estava bem e que nos veríamos em breve.
Estava na rodovia I-5 S , a caminho de San Diego e entre arbustos e árvores imensas , estava um orelhão, não era tão moderno quanto os de Nova York, mas dava para efetuar uma chamada ( já que a bateria do meu celular havia acabado).
Parei o carro no acostamento, peguei uma moeda que estava em meu bolso e comecei a discar o número de casa.

Alli Narrando:

Nos últimos três dias, toda vez que um número não identificado ligava para nossa casa tínhamos a esperança de que poderia se Cody, mas era sempre um engano.
Mamãe estava fazendo o almoço, Tom estava jogando video game, papai estava em uma reunião com Matt no escritório de casa e eu estava assistindo televisão.
O telefone começou a tocar , fui até ele e olhei para a bina : número não identificado.
Resolvi atender.

~Ligação ON ~
- Alô?
- Alli? - De imediato reconheci a voz, era Cody.
- Cody! Aonde você está? Por que não nos avisou que não dormiria em casa? Por que estou ouvindo barulho de carros? Não me diga que está fazendo algo...
- ALLI! Pare de fazer tantas perguntas e me escute!
- Ok.
- Eu ia ligar para vocês , assim que deixei Los Angeles, mas..
- COMO ASSIM, VOCÊ DEIXOU LOS ANGELES? CODY ROBERT SIMPSON, AONDE VOCÊ ESTÁ?
- Alli, eu precisava de um tempo.
- Amanda?
- Bem, também. Mas eu precisava de um tempo ... de TUDO! Precisava tentar...
- Você estará conosco ainda hoje, não é?
- Então... Eu ainda preciso desse tempo que lhe falei.
- Cody...
- Eu liguei para falar que estou bem, não tentem me procurar estou okay, diga a todos que os amo e talvez volte antes das aulas recomeçarem. Te Amo irmãzinha.
- Cody...

~ Ligação OFF ~ 

- Alliii! Quem era no telefone? - perguntou minha mãe da cozinha.
- C-C-Cody - Escutei um barulho de talheres caindo no chão.
- O que ele disse?- Perguntou minha mãe, vindo correndo da cozinha.
- Que está bem, para não tentarmos procura-lo , que talvez volte antes das aulas começarem, falou que nos ama e disse que deixou L.A para poder ter um tempo pra ele. - Falando aquilo em voz alta, parecia completamente absurdo! Um garoto de 16 anos , estava sozinho vagando por aí, sabe-se lá onde.
- Ai meu Deus!- Foi tudo o que minha mãe conseguiu dizer antes de subir correndo as escadas e entrando no escritório.
Eu amava muito meu irmão e o compreendia perfeitamente, mas o jeito como ele me disse todas aquelas coisas me deixou preocupada .
Afundei-me no sofá, um calafrio percorreu em meu corpo, sentia como se algo fosse acontecer, a qualquer instante.


Amanda Narrando:

Desde o dia do show, Ryan e eu estávamos cada vez mais próximos e ele havia se   tornado um amigo indispensável.
Ele me ligava todas as noites para saber como eu estava, ficávamos horas conversando no telefone e quando eu dizia que estava com muito sono, ele cantava para mim ao telefone.
Eu perdi uma paixão, mas havia ganhado um grande amigo e isso me fazia sentir melhor, Ryan estranhamente me fazia rir como uma criança, facilmente.
E daqui pra frente , o que viesse acontecer eu sabia que podia confiar e contar com Ryan.
Meu celular começou a vibrar: uma nova mensagem de Ryan.

``Ei, que tal sairmos amanhã para assistir a uma peça de teatro?``.
``Combinado. ``
`` Te pego ás 18:00. ``
``Estarei a sua espera.``

Fui almoçar e a tarde saí com minha família.
              ( ........ No Dia Seguinte.................)

Eu e Ryan, estávamos na fila da bilheteria.
Quando chegou nossa vez, Ryan insistiu em pagar nossos convites e entramos no teatro.
A peça era muito boa, se tratava de uma comédia, o que me fez esquecer facilmente do mundo que me aguardava do lado de fora do teatro.
Assim que a peça acabou, eu e Ryan, fomos elogiar os atores e tirar fotos com eles, logo depois fomos a um restaurante, jantar.

Cody Narrando:

Tudo parecia tão silencioso dentro daquele carro e meus pensamentos começaram a me atormentar:
'' Será que era necessário tudo isso? Por que eu não chamei um dos caras para vir comigo? Por que ao invés de pegar estrada eu não fui para Gold Coast? ''
Eu só queria dar um basta nas incertezas, liguei o rádio e ao ouvir essa música, me senti um pouco mais relaxado.

A 93 milhões de milhas do Sol
As pessoas preparam-se, preparam-se
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos
Oh, minha nossa, que linda
Oh, minha bela mãe
Ela me disse, filho, você irá longe na vida
Se fizer tudo direito, amará o lugar onde estiver
Apenas saiba que não importa aonde vá
Você sempre poderá voltar para casa

A 240 mil milhas da Lua
Percorremos um longo caminho para pertencer a esse lugar
Para compartilhar essa vista da noite
Uma noite gloriosa
Além do horizonte há outro céu brilhante
Oh, minha nossa, que lindo
Oh, meu pai irrefutável
Ele me disse, filho, às vezes, pode parecer escuro
Mas a ausência da luz é uma parte necessária
Apenas saiba, que você nunca está sozinho
Você sempre poderá voltar pra casa

Pra casa, casa

Você sempre pode voltar

Toda estrada é uma subida escorregadia
Mas sempre há uma mão na qual você pode se segurar
Olhando profundamente pelo telescópio
Você pode perceber que seu lar está dentro de você

Apenas saiba que não importa aonde vá
Não, você nunca está sozinho
Você sempre voltará pra casa

Casa
Casa

A 93 milhões de milhas do Sol
As pessoas preparam-se, preparam-se
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos



E de repente, tudo parecia ter sido esclarecido, como se tivessem aceso uma luz na minha frente e tudo parecia estar tão calmo agora, calmo até demais e minha cabeça estava doendo só de tentar pensar a que ponto as coisas haviam chegado.


Amanda Narrando:

- Já estamos chegando?
- 15 minutos.
- Tuuuudo bem.
Meu celular começou a tocar, fiquei meio receosa ao olhar para a tela.
- Não vai atender? - Perguntou Ryan.
- Número não identificado, pode ser trote.
- Você só vai saber se atender.
Deixei que o celular tocasse mais algumas vezes, até o momento em que atendi.

~ Ligação ON ~

- Hum, Alô?
- Alô?
- Quem está falando?
- Olha, acho que isso não vem ao caso agora. Estou aqui ao lado de um tal de Cody Simpson e eu o....- era um a voz de mulher, eu tinha certeza, então desliguei.

~Ligação OFF ~ 


- Eu não acredito!- Disse socando minha perna.
- O que foi?
- CODY!
Ryan passou pelo sinal e estacionou.
- O que ele te disse? - Ele me olhava nos olhos, com apreensão.
- Ele não me disse nada, mas uma mulher disse.
Ryan soltou seu cinto, se aproximou de mim e me abraçou.
- E o que ELA falou?
- Eu perguntei quem era e ela disse que não vinha ao caso e que agora estava com o Cody e depois, eu desliguei.
- Quer que eu te leve para casa?
- Não, eu só quero ficar aqui, não quero que minha família me veja assim.
Lágrimas começaram a escorrer em meu rosto, Ryan as enxugou e beijou minha testa.
- Tem alguma coisa que eu possa fazer?
- Não, só me abraça, por favor.
E ficamos os dois abraçados por longos minutos, eu encharcando sua blusa com minhas lágrimas e ele mexendo em meu cabelo.
Novamente meu celular tocou, olhei no visor: Alli.
- Atende pra mim? Não quero que Alli perceba que estou chorando e principalmente pelo babaca do irmão dela!

~ Ligação ON~

- Alô?
- Amanda, aconteceu uma coisa!
- O quê?
- Peraí, essa voz não é da Amanda. Quem está falando?
- Aqui é o Ryan. Ryan Beatty. 
- Ah, a Amanda está aí, é urgente! - Ryan colocou o celular em meu ouvido, me forçando a falar.
- Oi Alli. O que foi?
- É o Cody!
- Ele está dormindo com uma mulherzinha, eu sei, ele fez ela me ligar.
- Não, desculpe, mas antes fosse. Cody está a quatro dias ''desaparecido'' e....
- ESTÁ DORMINDO COM UMA FULANA QUALQUER, EU SEI! POR QUE , TEM MAIS DE UMA?
- Amanda, cala a boca e me escuta! CODY SOFREU UM ACIDENTE DE CARRO E FOI FEIO! O carro dele foi destroçado por um caminhão! ENTENDEU AGORA?

~ Ligação OFF ~

Quando desliguei percebi a cara de Ryan e senti mais lágrimas escorrendo em meu rosto.
- V-V-V-Vamos para a casa dos S-Simpsons, agora!
- O que houve?
- Te explico no caminho. - Eu precisava ser forte, enxuguei minhas lágrimas com o dorso da minha mão e tentei me controlar ao máximo, seja o que tiver acontecido.







 E aí meninas! Desculpem a demora para postar, fim de ano fica mesmo MUITO complicado! E sei que deve ser por isso que muitas de vocês pararam de comentar ( pode ser que não, mas enfim...). Espero recompensá-las durante as férias, as minhas começam daqui a 9 dias, então preparem-se para novos capítulos intensos e cheios de surpresas! Ai ai Cody, o que será de você no capítulo 42?! Ryan tem sido um grande amigo ou tem segundas intenções nisso tudo? E a Amanda, tadinha, dividida! Eu não sei vocês,  mas estou sentindo falta de alguns personagem sumidos aqui na FIC/ IMAGINE. Quem sabe não aparecem nos próximos capítulos? É isso. XoXo 













sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Capítulo 40

  


Ryan estava na minha frente, com um sorriso desconsertado no rosto.
Ficamos nos entreolhando por alguns segundos , o que pareceram séculos e ele sentou-se á meu lado.
- Era para você estar lá,- Apontei para a multidão.- assistindo o final do show.
- Não seria correto fazer isso com você. - Nesse momento, nossos olhares se encontraram e ele desviou, olhando para frente.- Vi sua reação quando ele subiu no palco, o jeito como saiu de perto de mim, não poderia deixá-la chorando aqui, sozinha.
Fechei os olhos, senti a brisa batendo em meus cabelos e inspirei profundamente.
- Por que será que o '' problema'' , SEMPRE sou eu? Por que as pessoas têm que parar de fazer o que estão fazendo, para simplesmente consolar essa menina estúpida? Por que eu sou assim, frágil?
- Porque essa menina frágil e estúpida, tem um grande coração. Ela é encantadora, alegre, inteligente, linda, meiga, carinhosa e... - Ryan fez uma pausa e inspirou. - apaixonante. Essa menina faz com que pessoas que a conhece há apenas 1 semana, se encantem e desejem tê-la ao lado, sempre.
- Ela parece ser tão feliz.
Abri novamente os olhos e observei o céu, as nuvens e senti o olhos de Ryan perdurando sobre mim.
- E é, mas ela não dá valor á isso ou ainda não percebeu.
- Você acha mesmo que eu sou tudo isso?
- Com certeza. 
Ryan levantou-se e estendeu a mão para mim.
- Que tal sairmos daqui e irmos tomar um sorvete?
Segurei em sua mão e juntos saímos dali de mãos dadas.

Ryan Narrando:

- Aqui está seu sorvete.- disse á Amanda, que estava sentada.
- Hummm, muito obrigada.- Ela abriu um sorriso tão lindo, como se devolvesse a felicidade a todo seu corpo, como se a alegria tomasse conta dela.
Sentei-me ao seu lado e dei algumas colheradas no sorvete.
- Como você sabia que tomando sorvete, eu ficaria mais feliz?
- Intuição.
- EU AMO SORVETE!- rimos .
- Amanda?
- Sim?
- Falando sério. Como vai esse coraçãozinho?
- Ah Ryan, cinco dias e algumas poucas horas não são suficientes para se desiludir de uma paixão. Sabe, não era apenas uma paixãozinha de escola, era muito além disso.
Encarei meu sorvete.
- Amor?
- Não sei se chega á tanto.
Senti que o clima ficou pesado e resolvi falar algo, quebrar o silêncio.
- Vamos superar essa barreira, ok? Sou seu amigo, conte comigo.
Com o canto dos lábios, ela abriu um '' sorriso'' e murmurou um ''obrigada''.
Alguns minutos depois, eu estava dirigindo meu carro, para levar Amanda de volta para casa.
Parei o carro e a acompanhei até a porta.
- Bem, boa noite.- Disse.
- Ryan, muito obrigada , por hoje e pelo o que me disse.
- Não há de quê. Mas me prometa uma coisa, apenas uma.
- Tudo bem.
- Não se deixe abater, sei que está sofrendo e isso é evidente, mas não estrague suas férias passando horas deitada na cama , acariciando sua cachorra.
Ela olhou para os pés, corando.
- Tem razão, prometo que irei tentar.
Beijei sua testa e me virei, indo em direção ao carro.
- Ryan!- Ela correu até mim e disse:
- Muito obrigada, mesmo! - E beijou minha bochecha, suavemente.
Sorri e voltei para o carro.

Amanda Narrando:

- Cheguei!- Disse , assim que fechei a porta atrás de mim.
Os três estavam sentados no sofá e assim que me viram, minha mãe exclamou:
- Olha só quem está com um sorriso no rosto!
- Até que enfim esse sorrisinho iluminou seu rosto!- Exclamou meu pai.
- Qual é mesmo o nome do novo namorado?- Disse Camille, entre risos abafados.
- Ele é só um amigo.
- Apareceu na hora certa. - Disse minha mãe.
- Mas e o Austin?- disse meu pai.- Brigaram?
- Austin também é meu amigo, mas ele não conseguiria me ''ajudar'', a situação dele é diferente da minha, ele está apaixonado e tudo e eu, desiludida.E está sempre com a Katy...
- Você não gosta dela?- perguntou Camille, confusa.
- Adoro ela, mas sabe , ficar de vela , não é muito legal.
- Ah tá.
- Bom, eu vou subir.
- Fica aqui com a gente filha, acabamos de colocar um filme para assistir.
- Saquei, programinha em família, vou fazer pipoca.
Fui até a cozinha e coloquei o saco de pipocas no microondas.
Enquanto esperava, sentei- me e refleti sobre o meu dia com Ryan.
Estava me sentindo tão leve e de alguma forma, estranhamente feliz, como se tivesse melhorado de uma gripe.
Ryan estava sendo um ótimo amigo .

Cody Narrando:

Depois do show, houve uma festinha no camarim , com direito á muitas músicas tocadas no violão.
Todos se divertiam, menos eu.
Só conseguia pensar em uma coisa: AMANDA.
Vê-lá com Ryan no meio da multidão, isso me incomodou e muito!
Não havia passado nem uma semana direito e ela já estava saindo com outro e, justamente o garoto que briguei na balada.
Eu tinha passado parte de minhas noites, chorando por ela e talvez nesse tempo que passava chorando, quem sabe ela não estava rindo nos braços dele?!
Sim, eu chorei por ela, mesmo sendo garoto, eu também tenho sentimentos e ela foi a única pessoa capaz de fazer eu chorar.
Aquilo estava me consumindo, corroendo minhas expectativas sobre a felicidade, abalando meu coração...
Eu só queria sair dali e foi o que fiz, me despedi de todos e fui.
Cheguei ao estacionamento, entrei dentro do carro, liguei o rádio e dirigi, não para casa, mas para qualquer lugar, onde eu tivesse um pouco de paz, onde eu ficasse sozinho com meus pensamentos e ninguém para dar opinião.
Conforme fui dirigindo, pude ver que por onde eu passava, não havia mais prédios e apenas uma placa á frente:
'' Você está deixando Los Angeles''.
A cada metro , me sentia cada vez mais livre, Los Angeles estava ficando cada vez mais para trás.
Uma hora depois, resolvi parar o carro em algum encostamento, saltei do carro, peguei meu violão e sentei numa pedra que estava atrás de mim.
Por acaso, perto da pedra, havia uma pequena cachoeira, aquele lugar era o lugar perfeito.
Nenhum carro passava por ali, me encontrava sozinho e aqueles instantes de paz e serenidade me conduziram a refletir e começar a composição de outra nova música.
Com o barulho da cachoeira ao fundo e contando as estrelas no céu, adormeci no banco de trás.

Alli Narrando:

Acordei pela manhã e logo fui bater na porta do quarto do Codes.
Bati uma vez e nada dele responder, bati novamente , mais uma vez sem resposta e de novo, mais uma tentativa fracassada.
Resolvi entrar, acendi a luz do quarto e não vi Cody na cama, tudo estava arrumado e a porta do banheiro estava aberta, ou seja ele não estava ali.
Desci as escadas, todos estavam a mesa, menos Cody.
- Mãe, viu o Cody?
- Não o vi desde que foi para o show, ontem.
- Deve estar surfando ou andando de skate por aí.- Disse Tom.
Olhei para meu pai e nossos olhares se encontrarem, sabíamos que talvez ele não poderia estar surfando ou andando de skate.
Algo tinha acontecido e eu e meu pai sentíamos isso.
Liguei para Josh , Jake, Grey, Austin, as meninas e até para Billy, todas as ligações sem nenhum sucesso, ninguém sabia sobre onde Cody poderia estar.
Liguei inúmeras vezes para seu celular, mas estava fora de área e enviei várias mensagens a ele.
Estava aflita no quintal de casa.
Meu pai abriu a porta da sal e foi para o quintal.
- Filha, relaxa, dê esse tempo a Cody, ele precisa mesmo ficar sozinho. Quem sabe ele não dormiu na casa de uma garota?
- Acho que não. Será que ele fez alguma besteira?
- Querida, Cody está abalado, mas o juízo dele não. Conheço cada um de meus filhos, ele vai voltar, só quer um tempo para ele.Imagine , você e Josh terminaram. Todos tentam juntar vocês novamente, os amigos ficam divididos em qual dos dois apoiar, vocês não suportam se encontrar na rua... 
Só de pensar naquilo tudo, como Cody deveria estar se sentindo, me senti tão mal por ele.
- Ele deve aparecer á qualquer momento, relaxa. - Abracei meu pai e decidimos entrar e assistir a algo juntos.
Horas se passaram e Cody ainda não tinha voltado.
Fiquei nervosa , mas esse era apenas o começo de meu nervosismo..........


E aí, gente????? Fiquei com saudades de postar e finalmente arranjei um tempinho para postar o capítulo 40! Estou muito feliz pelo quadragésimo capítulo postado e pela força e carinho que vocês tem me dado durante todos os capítulos dessa fic/ Imagine. Obrigada. 1- O que estão achando da intromissão de Ryan na fic/ Imagine? 2- Será que Cody e Amanda, um dia se resolverão? 3- E essa agora Cody, o que será que aconteceu? 4- Espero que tenham gostado e até o próximo cap. XoXo --> Lu ( @prasempre_angel )