Assim que entrei no carro,Austin, pegou o controle da garagem e pisou fundo no acelerador, o que me deixou preocupada.
-Calma, não corra.Para que tanta pressa?-disse me segurando forte no cinto de segurança.
-Desculpa Amanda, mas eu não posso ficar mais nem um minuto naquela casa e cada minuto que passar por lá, me fará pensar que estou perdendo Kaitlin cada vez mais.
Um silêncio se formou dentro do carro.
-Por acaso estamos indo para o hospital aonde Kaitlin está?
-Sim.
Suas mão estavam tremendo sobre o volante e bem, ele começou a ficar um pouco branco.
-Austin, respira.Eu sei que está nervoso, acalme-se.
Ele respirou e tirou o pé do acelerador.
-Obrigado girafinha, nem sei o que seria de mim sem você.
-Que isso canguru!
Nos abraçamos e ele voltou a pisar o pé no acelerador.
Liguei o rádio para descontrair e estava tocando um música com um ritmo lento.
A letra da música era linda, perfeita!
Assim que ela acabou, levei um susto.
A mulher do rádio anunciou que era uma das novas músicas do Cody Simpson.
O quê?Ele compôs aquela música linda?
Fiquei realmente impressionada e feliz pelo sucesso dele.
Me encostei na janela do carro e peguei no sono.
Cody estava ao meu lado em uma praia maravilhosa, a água clara igual a cor do céu, uma areia fofa embaixo de meus pés, pássaros cantando e um lindo pôr-do-Sol.
E nesse lugar, eu e Cody corríamos lado a lado.
De repente, paramos , ele ficou de frente para mim e começou a cantar aquela música que escutei na rádio.
Ao final da música, ele se aproximou e quando nosso lábios iam se tocar, acordei.
Tudo tinha sido um sonho ou no meu caso, um pesadelo.
Virei para Austin e o vi com um olhar apreensivo.
Endireitei-me no banco e percebi que já era noite e o carro estava passando pela estrada e não pela cidade.
-Acordou !
-É.Aonde fica este hospital?
-Em San Diego.-Cara, a Kailtin deu toda a localização, pelas cartas!
-SAN DIEGO?!!-disse indignada.-Austin, meus pais, não avisei para eles !
-Pode deixar, enquanto dormia liguei para eles, contei que estava com problemas na montagem de palco em San Diego e precisava de sua ajuda.No princípio não concordaram, depois expliquei melhor e autorizaram.Ah, eles pediram que assim que acordasse ligasse.
-Ok.-peguei meu celular e disquei para eles.
(.........................................................................................................)
Austin Narrando:
Chegando no local do hospital, olhei bem para a carta com o endereço, para ver se realmente era aquele.
Era aquele.
O hospital estava caindo aos pedaços, as paredes descamando, poucos carros no estacionamento, a iluminação era péssima e quase ninguém andando por ali.
Olhei para Amanda, e ela estava um pouco assustada e com uma cara de dúvida.
Estacionei o carro, desci, corri para a porta dela e a abri.
-Vamos?
-Não sei Austin, aqui não parece muito .... é... povoado.
-Atá, você quer ficar aí sozinha no carro?
Ela olhou ao redor e saiu do carro.
Fomos andando até a entrada do hospital, as portas se abriram e fomos direto para a recepção.
-Boa-Noite!-disse a mulher sorrindo, parecendo feliz em ver pessoas.
-Boa-Noite.-dissemos.
-Você poderia me informar em qual quarto está a paciente Kaitlin Malark?Sou um amigo dela.
-Vou ver para o senhor, um minuto.
Ela se virou e voltou com uma pasta, abriu-a e foi folheando até achar a ficha da Kaitlin.
-Quarto 1202.
-Obrigado.
Puxei Amanda pelo braço, apertei o botão do elevador e assim que ele se abriu, entramos.
-Tem certeza Austin, que quer vê-lá?
-Absoluta.
O elevador abriu e nós dois saímos.
Procurei pelo quarto, bati na porta e nada dela responder.
Respirei fundo e a abri, Amanda atrás de mim, segurando minha outra mão.
Entrando no quarto, encontrei Kaitlin com uma aparência diferente da que estava habituado de lembrar.
Ela estava dormindo, o soro em sua veia e com algumas cicatrizes nos braços.
Passei a mão pelo seu cabelo, fechei os olhos e depositei um beijo em sua testa.
Olhei novamente para ela, para registrar bem seus traços.
Seus olhos foram se abrindo e ao me ver, se encheram de lágrimas.
Levantou a mão e a encostou no meu rosto, seus dedos estavam extremamente gelados.
De repente sua expressão mudou.
Olhei para Amanda, que fez uma cara interrogativa.
-Hey Austin!-disse uma voz, que reconheci, mesmo depois de alguns anos.Patrick.-Estava com tanta certeza, de que nunca mais o veria, mas olha que ironia do destino.Kaity sempre dizia que um dia, você ainda viria para vê-la.
Fiz com que Amanda, ficasse atrás de mim e respondi:
-Desculpa Kaity, as cartas estavam escondidas por minha mãe.
-Ah, então ela acatou minhas ordens?-disse Patrcik, dando um sorriso amarelo.
-O quê?
-Isso mesmo Mahone, falei a ela para que escondesse as cartas e foi o que ela fez, senão algo de muito triste aconteceria com o filhinho dela ou a sua amiguinha aí atrás de você.Pena, que você chegou. Kaitlin estava quase acreditando que você NUNCA mais a procuraria.Aquelas cartinhas de amor dela para você, dão um nojo, vontade de vômitar e a bobinha ainda as dava para a enfermeira colocar no correio.Mal ela sabia, que eu usei a enfermeira,só para saber se você ainda recebia as cartas.
-Não acredito!-exclamei.-Você armou tudo isso, e os pais da Kaitlin?
-Me fiz de arrependido e falei que ela poderia se tratar no hospital, aonde meu tio trabalhava, e bem ela piorou e os convenci de deixarem-na internadinha, aqui.Agora eles estão ali atrás.-disse Patrick apontando para duas camas atrás de nós.Os pais dela estavam em um profundo sono.
-O que os remédios não fazem, não é mesmo? Preferia que ficassem em coma, mas é muita maldade!-disse ele rindo.
-Você me dá nojo, sabia?-falei,passei meu celular para Amanda disfarçadamente, enquanto ele olhava para a janela.
-HAHÁ.E agora, sabe quem fará companhia para o papai lá no céu? Você!
Amanda Narrando:
Patrick, começou a bater em Austin e eu tentava o ajudar,mais ele me afastava e dizia para ajudar Kaitlin.
Me virei para ela e comecei a tirar os fios que a prendiam ao aparelho.
-Oi, eu sou Amanda, amiga de Austin.-foi tudo o que disse a ela, para que precisasse de sua confiança.
Ela não conseguia falar e nem se mexer direito, fui a ajudando e nesse meio tempo, discando para a polícia local.
Dei a localização e o joguei embaixo da cama, ligado, para que a polícia pudesse escutar tudo.
Nesse exato momento, alguns comparsas de Patrick chegaram, fazendo com que eu apanhasse e Kaitlin fosse dopada.
Tentei me defender,mas o cara era muito forte e apenas fiquei encolhida, fingindo estar desmaiada.
Assim que ele parou de me chutar, estiquei a perna e o mesmo caiu, me levantei e tentei bater em Patrick que estava fazendo do rosto de Austin, um saco de pancadas.
Patrick, sacou um canivete do bolso e logo, gelei, a minha sorte foi, que a polícia chegou, arrombando a porta.
-Mãos para o alto, todos!Quem fez a denúncia?-disse o policial.
-Eu, senhor, eu e meu amigo estávamos sendo agredidos por esses 3 marginais.
Os policiais prenderam os três e nos deixaram se explicar ali mesmo.
Austin contou o porque daquilo tudo e disse que aqueles 3 pacientes que estavam no quarto, foram medicados indevidamente.
O policial, ligou para o socorro e alguns minutos depois, ela chegou.
Eu e Austin, tivemos que ir até a delegacia prestar queixa.
Como prova, apresentei a ligação do meu celular para a polícia.
O delegado falou, que Patrick e cia seriam julgados pelo o que cometeram hoje, por doparem Kaitlin e seus pais e por mais alguns crimes como furto e porte de armas.
Eu fiquei pasma, eles eram bandidos!
Depois de todo este trauma, passei a noite no hospital, observando Kaitlin e os pais dela.
Adormeci no sofá, e ao acordar para ir ao banheiro me deparo com uma das coisas mais lindas, o amor entre Austin e Kaitlin.
-Meu amor, você me salvou.Estou muito feliz, por te ver novamente, minha vida.-disse Kaitlin.
-Por você eu faria tudo isso de novo e muito mais!É com essa menina que eu sonhava toda noite, passava horas do meu dia imaginando nosso reencontro... Você é parte da minha vida e nunca deixará de ser.
-Austin, obrigada por existir.Sem você, minha vida não teria valido tanto a pena, como ela vale agora.-eles deram um longo selinho e eu senti uma lágrima percorrendo em meu rosto.
Ele estava deitado ao seu lado, de mãos dadas e observando as estrelas.
Fui ao banheiro e ao voltar, peguei meu telefone e fui para fora do quarto.
Desbloqueie meu telefone e vi umas 3 ligações perdidas do Cody.
Liguei para ele e no mesmo minuto atendeu.
~Ligação ON ˜
-Amanda?-a voz dele estava péssima.
-Oi, Cody.
-Você está bem?Saiu no jornal local, você e o Austin.É verdade que os 3 foram presos?Se eu estivesse aí eu bateria tanto neles por você.Eu vi o seu estado, está doendo muito?
-Calma Cody, eu estou melhor agora. a justiça foi feita e o amor dos dois foi mantido.
-Ainda bem, eu e todos estávamos preocupados com vocês.
-Diga a eles que agradeço a preocupação.Onw, você se preocupou comigo?Que fofo.
-Claro, você é muito importante para mim, eu gosto de você, de verdade.
-Também te adoro Cody, mas agora eu preciso desligar, ainda tenho que falar com os meus pais e Cambo.
-Tudo bem, se cuida.Estou preocupado.
-Pode deixar, loiro.
-Ah morena, você me deixa louco!
-haha.Beijoos.
-Outro.
˜Ligação OFF ˜
Annnnw , Cody ficou preocupado comigo, coisa mais meiga.
Liguei para meus pais e Cambo, e falei que tudo estava bem e tal.
Ao voltar para o sofá, fiquei pensando na minha pequena conversa com o Cody.
Ele disse que gosta de mim, de verdade.
Mas, será que ele quis dizer como amigo, ou.....?
Socorro, eu estava novamente pensando no Cody!







